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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.17.2016.tde-01102015-122551
Documento
Autor
Nome completo
Paulo José Basso
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2015
Orientador
Banca examinadora
Cardoso, Cristina Ribeiro de Barros (Presidente)
Basso, Alexandre Salgado
Rocha, Jose Joaquim Ribeiro da
Título em português
Avaliação dos efeitos imunomoduladores de estatinas e glicocorticoides na terapêutica  da colite experimental
Palavras-chave em português
Doença inflamatória intestinal
inflamação
tratamento
Resumo em português
A Doença de Crohn (CD) e a Colite Ulcerativa (UC) são as principais enfermidades componentes das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII). Embora existam vários medicamentos atualmente empregados para atenuar a inflamação descontrolada no intestino, tratar as complicações ou prolongar os períodos de remissão clínica, não há, ainda, uma terapia que seja totalmente efetiva para estas doenças. Os glicocorticoides (GCs), anti-inflamatórios comumente usados nas DII, possuem eficácia limitada e mais da metade dos pacientes se tornam refratários ou dependentes da medicação. Por outro lado, as estatinas são conhecidas por possuírem propriedades pleiotrópicas e seu uso concomitante com os GCs tem gerado boas perspectivas em várias doenças autoimunes e inflamatórias, inclusive nas DII. Apesar de já existirem indicativos de melhora de pacientes com DII pela utilização combinada destas drogas, ainda há escassez de dados que mostrem as alterações causadas no sistema imunológico. Assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar os efeitos imunomoduladores do uso concomitante de GCs e estatinas na colite experimental induzida por dextran sulfato de sódio (DSS) em camundongos C57BL/6. Os resultados mostraram que o uso contínuo de GCs (dexametasona - DX), associados ou não a estatinas (atorvastatina - ATO), não alterou o curso da doença e antecipou a morte dos camundongos, enquanto que o oposto foi observado com o uso isolado de ATO. Tratamentos em curto prazo (3 doses) contendo ATO (isolada ou associada à DX) causaram melhora clínica e histológica dos animais doentes, diminuíram o número de leucócitos circulantes (principalmente monócitos) e de células mononucleares na lâmina própria (LP), a frequência de células CD11b+ na LP, a frequência de células dendríticas (DCs) CD11b+CD11c+ e CD11b-CD11c+ no baço e a frequência de células CD4+ produtoras de IFN- nos linfonodos mesentéricos (LNM). Entretanto, ambos os esquemas terapêuticos aumentaram a frequência de linfócitos T CD8+ no baço e LNM. Ainda, as terapias inibiram a proliferação de esplenócitos tratados in vitro, diminuíram a síntese de IL-6 e, quando em baixas concentrações, aumentaram a produção de IL-10. Diferencialmente, o tratamento combinado pareceu exercer os efeitos acima descritos de modo mais pronunciado do que o uso isolado de estatina. Adicionalmente, diminuiu os níveis de expressão de RNAm das citocinas IL-1, IL-17 e IFN- no local da inflamação, reduziu o número de linfócitos circulantes, de leucócitos no baço e LNM e de linfócitos T CD4+ nos LNM, além de ter aumentado a frequência de DCs CD11b-CD11c+ na LP e a concentração de Fas-L no intestino grosso. Considerando o uso em curto prazo com ATO isolada, foi observado aumento da frequência de DCs CD11b-CD11c+ nos LNM e de células Natural killer (NK) no baço dos camundongos doentes e diminuição dos níveis de expressão de RNAm de PPAR- no intestino grosso. O uso isolado de DX em curto prazo melhorou os aspectos histológicos, diminuiu o número de macrófagos e os níveis de IFN- no cólon, diminuiu o número de leucócitos circulantes (principalmente linfócitos), aumentou a frequência de células CD11b+ no baço e a síntese de IL-10 por esplenócitos ex vivo. Apesar da frequência de células T reguladoras (Treg) e da susceptibilidade dos esplenócitos à sinais reguladores não terem sido modificados após os diferentes tratamentos, nossos resultados sugerem que as estatinas usadas isoladamente preservaram a resposta inflamatória do organismo de modo eficiente e controlado, enquanto que o uso associado das drogas causou a imunossupressão dos animais doentes, contribuindo para as complicações clínicas decorrentes da colite experimental induzida por DSS.
Título em inglês
Evaluation of the immune modulatory effects of statins and glucocorticoids in experimental colitis
Palavras-chave em inglês
inflammation
Inflammatory bowel disease
treatment
Resumo em inglês
Crohn's disease (CD) and Ulcerative colitis (UC) are the main conditions that comprise the Inflammatory Bowel Diseases (IBD). The conventional drug therapies for IBD aim to attenuate the uncontrolled inflammation in the intestinal mucosa, to treat the complications and to extend clinical remission. However, all available drugs have unpredictable or limited effects. Glucocorticoids (GCs) are commonly anti-inflammatory drugs, which are associated to refractoriness and/or dependence in over half of IBD patients. On the other hand, statins have pleiotropic properties and the concomitant use with GCs has shown good prospects in several autoimmune and inflammatory diseases, including IBD. Despite the putative clinical improvement after combined use of GCs and statins in IBD, there is a lack of data indicating their additive effects on the immune system. Therefore, the purpose of this study was to evaluate the immune modulatory effects of the concomitant use of statins and GCs in experimental colitis induced by dextran sulfate sodium (DSS). The results showed that long-term use of GCs (dexamethasone - DX), alone or associated to statins (atorvastatin - ATO), did not improve the clinical signs and increased the death rates of C57BL/6 mice exposed to DSS, while the opposite was observed after treatment with statins alone. Short-term use of ATO (3 doses), alone or associated to DX, improved the clinical signs and histological parameters in DSS-exposed mice, decreased the number of white blood cells (mainly monocytes), the number of mononuclear cells in the lamina propria (LP), the frequency of CD11b+ cells in the LP, the frequency of CD11b+CD11c+ and CD11b-CD11c+ dendritic cells (DCs) in the spleen and the frequency of IFN--producing CD4+ T cells in the mesenteric lymph nodes (MLN). However, ATO alone or associated to DX lead to increased CD8+ T lymphocytes in the spleen and MLN. Moreover, both therapies containing ATO inhibited the proliferation of in vitro-treated splenocytes, besides decreasing IL-6 and increasing IL-10 synthesis. Differentially, the association of drugs led to a more pronounced effects over the changes mentioned above than the single use of statin and additionally decreased IL-1, IL-17 and IFN- mRNA expression levels at the intestinal tissue, the number of circulating lymphocytes, the number of leukocytes in spleen and MLN and the frequency of CD4+ T lymphocytes in the MLN. In addition, statins and GCs increased the frequency of CD11b-CD11c+ DCs in LP and the Fas-L concentrations in the large intestine. Considering the short-term use of ATO there was increased frequency of CD11b-CD11c+ DCs in MLN, increased frequency of natural killer (NK) cells in the spleen and decreased mRNA expression of PPAR- in the large intestine. The short-term use of DX improved the histology parameters, decreased the number of macrophages and IFN- levels in the colon, reduced the number of circulating leukocytes (mainly lymphocytes), and increased the frequency of CD11b+ cells in spleen and IL-10 synthesis by ex vivo splenocytes. Finally, since both regulatory T cells (Treg) frequency and the splenocytes susceptibility to regulatory signals have not been modified after the different treatments, our findings suggest that single use of statins preserved an efficient and controlled inflammatory response, while the combined use of GCs and statins led to immunosuppression, which probably contributed to long-term clinical complications of DSS-induced colitis.
 
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Data de Publicação
2016-01-08
 
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