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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.12.2003.tde-12062006-184745
Documento
Autor
Nome completo
Mauricio Luperi
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2003
Orientador
Banca examinadora
Prado, Eleuterio Fernando da Silva (Presidente)
Nogueira, Arnaldo Jose Franca Mazzei
Santos, Raul Cristovao dos
Título em português
A segunda negação do processo de trabalho
Palavras-chave em português
Capital
Subordinação
Trabalho
Resumo em português
Este trabalho busca analisar como se deu o processo de subordinação do trabalho ao capital desde o século XVI até os dias de hoje. O ponto de partida da análise é a cooperação simples e a manufatura. Nessa situação, o trabalhador é apenas formalmente subsumido ao capital. Isso se dá pelo prolongamento da jornada de trabalho e pela necessidade de manter certa produtividade de acordo com a lei da concorrência e com o processo global de produção. O segundo momento é o da grande indústria, que começou após a primeira revolução industrial. É nesse período em que ocorre a subordinação real do trabalho ao capital. Ou melhor, o trabalhador perde a subjetividade que possuía com o manuseamento de seus instrumentos de trabalho após a introdução da maquinaria no processo produtivo, é a primeira negação do processo de trabalho. Com a maquinaria, os instrumentos manuais dos trabalhadores são absorvidos pela máquina. Com isso, o trabalho é objetivado no capital decretando o modo de produção capitalista propriamente dito. A última fase desse processo de subordinação se dá nos dias de hoje, mas tem seu início com a crise no capitalismo no final dos anos sessenta. Trata-se da subordinação intelectual do trabalho ao capital em que o homem é colocado ao lado da máquina. Com as máquinas de controle programável e a produção contínua ocorre a segunda negação do processo de trabalho. Criam-se as condições para que o homem seja sujeito do processo de produção.
Título em inglês
The second negation of the work process
Palavras-chave em inglês
Capital
Subordination
Work
Resumo em inglês
This work searchs to analyze as if it gave the process of subordination of the work to the capital since century XVI until the present. The starting point of the analysis is the simple cooperation and the manufacture. In this situation, the worker only is formal subordinate to the capital. This if gives for the prolongation of the hours of working and for the necessity to keep certain productivity in accordance with the law of the competition and with the global process of production. As the moment is of the great industry, that started the first industrial revolution after. It is in this period where the real subordination of the work to the capital occurs. Or better, the worker loses the subjectivity that he possessed with handling of its instruments of work after the introduction of the machinery in the productive process, is the first negation of the work process. With the machinery, the manual instruments of the workers are absorbed by the machine. With this, the work is objectified in the capital having decreed the way of capitalist production properly said. The last phase of this process of subordination if gives nowadays, but it has its beginning with the crisis in the capitalism in the end of the Sixties. One is about the intellectual subordination of the work to the capital where the man is placed to the side of the machine. With the machines of programmable control and the continuous production the second negation of the work process occurs. The conditions are created so that the man is subject of the production process.
 
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Data de Publicação
2007-09-04
 
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