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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.12.2018.tde-22032018-113228
Documento
Autor
Nome completo
Cleonir Tumelero
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Sbragia, Roberto (Presidente)
Borini, Felipe Mendes
Bido, Diogenes de Souza
Kniess, Cláudia Terezinha
Kruglianskas, Isak
Título em português
Cooperação em P&D e ecoinovações: influência sobre o desempenho socioeconômico de empresas
Palavras-chave em português
Cooperação
Desempenho socioeconômico
Ecoinovação
Holismo
Pesquisa e desenvolvimento
Triple Bottom Line
Resumo em português
A adoção de rotas tecnológicas ambientalmente sustentáveis é uma estratégia acertada para empresas que queiram manter ou melhorar suas posições de mercado e contribuir para a prevenção e adaptação às mudanças climáticas globais. É nessa perspectiva da inovação e da sustentabilidade que este estudo avaliou a influência da cooperação em P&D e das ecoinovações sobre o desempenho socioeconômico de 221 fabricantes de produtos elétricos e eletrônicos. As teorias de Gaia, do Holismo e a teoria evolucionária da inovação predominantemente orientaram o estudo. Os dados foram coletados em 2017 e processados via SmartPLS®3. Por meio da técnica de Modelagem de Equações Estruturais o modelo conceitual do estudo foi validado com 99% de confiabilidade (p<0,01), demonstrando com originalidade que a cooperação em P&D e as ecoinovações explicaram satisfatoriamente em 51,3%o desempenho socioeconômico das empresas pesquisadas. Três hipóteses comprovaram que a cooperação em P&D com parceiros tecnológicos influenciou positivamente a introdução de ecoinovações de produto, ecoinovações de processo e ecoinovações organizacionais nas empresas investigadas. Duas hipóteses comprovaram que ecoinovações de produto e ecoinovações organizacionais influenciaram positivamente o desempenho socioeconômico das empresas. Uma hipótese não comprovada demonstrou que ecoinovações de processo não influenciaram positivamente o desempenho socioeconômico das empresas. Dos atributos de ecoinovação, três não foram validados estatisticamente: a simplificação das embalagens, a simplificação da construção e a eficiência energética dos produtos desenvolvidos. Apesar de os atributos não validados demonstrarem atraso tecnológico dos produtos elétricos e eletrônicos, há predominância de uma rota tecnológica ambientalmente sustentável nas empresas, o que é um visível diferencial competitivo. São notáveis as implicações deste estudo a partir dos emergentes paradigmas da economia circular e da economia verde. Se cooperação em P&D e ecoinovações permitiram resultados socioeconômicos satisfatórios, em empresas distintas usuárias de minerais e de energia elétrica, então cai por terra o paradigma da inovação poluidora, que ignora que recursos naturais são finitos. Fica evidente que o paradigma Triple Bottom Line, que considera o equilíbrio entre as dimensões ambiental, social e econômica, possui base viável para a indústria do terceiro milênio. Emerge nas empresas a responsabilidade de ancorar a mudança tecnológica em todos os elos de suas cadeias de valor, desde a extração de matérias primas da natureza até a educação de consumidores para o uso e descarte consciente de produtos. É possível sugerir que não corrigir a rota tecnológica baseada no paradigma econômico dos excessos sobre os recursos planetários pode ser qualificado como responsabilidade corporativa de lesa ao Planeta. Ademais, indústrias e cadeias de valor de base poluidora parecem estar fadadas ao desaparecimento. Os resultados deste estudo são restritos à amostra de indústrias investigadas no Brasil. Temas com potencial de pesquisa emergem em simbiose e biomimética industrial, sistemas de ecoinovação em Smart Cities, ecoinovação social, ecoinovação de marketing e ecoinovações na Indústria 4.0.
Título em inglês
Cooperation in R&D and eco-innovations: influence on companies socioeconomic performance
Palavras-chave em inglês
Cooperation
Eco-innovation
Holism
Research and development
Socioeconomic performance
Triple Bottom Line
Resumo em inglês
The adoption of environmentally sustainable technology routes is a sound strategy for companies that want to maintain or improve their market positions and contribute to the prevention and adaptation to global climate change. In this perspective of innovation and sustainability, this study evaluated the influence of cooperation in R & D and of eco-innovations on the socioeconomic performance of 221 manufacturers of electric and electronic products. The theories of Gaia, Holism and the evolutionary theory of innovation predominantly guided the study. Data were collected in 2017 and processed via SmartPLS®3. Through the Structural Equation Modeling technique, the conceptual model of the study was validated with 99% reliability (p<0,01), showing with originality that the cooperation in R & D and the eco-innovations satisfactorily explained the socio-economic performance of the companies surveyed in 51.3%.Three hypotheses have proved that cooperation in R & D with technological partners positively influenced the introduction of product eco-innovations, process eco-innovations and organizational eco-innovations in the companies investigated. Two hypotheses have shown that product eco-innovations and organizational eco-innovations have positively influenced the companies' socioeconomic performance. An unproven hypothesis showed that process eco-innovation has not positively influenced the companies' socioeconomic performance.From the eco-innovation attributes, three have not been statistically validated: the simplification of packaging, the simplification of construction and the energy efficiency of developed products. Although the non-validated attributes demonstrate technological backwardness of the electrical and electronic products, there is a predominance of an environmentally sustainable technological route in companies, which is a visible competitive edge. The implications of this study are noteworthy from the emerging paradigms of the circular economy and of the green economy. If cooperation in R & D and eco-innovations have enabled satisfactory socioeconomic outcomes, in companies which are distinct users of minerals and electricity, then it falls down the paradigm of polluting innovation that ignores that natural resources are finite. It is clear that the Triple Bottom Line paradigm, which considers the balance between the environmental, social and economic dimensions, has a viable basis for the industry of the third millennium. Companies have the responsibility to anchor technological change at every link in their value chains, since the extraction of raw materials from nature up to the education of consumers for the conscious use and disposal of products. It is possible to suggest that not correcting the technological route based on the economic paradigm of excesses on the world's resources can be qualified as a harmful corporate responsibility to the Planet.In addition, polluter-based industries and value chains seem to be doomed to disappear. The results of this study are restricted to the sample of industries investigated in Brazil. Topics with potential for future research emerge in symbiosis and industrial biomimetics, eco-innovation systems in Smart Cities, social eco-innovation, marketing eco-innovation and eco-innovations in Industry 4.0.
 
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CorrigidoCleonir.pdf (2.34 Mbytes)
Data de Publicação
2018-03-28
 
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