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Tese de Doutorado
Documento
Autor
Nome completo
Ricardo Suave
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Aguiar, Andson Braga de (Presidente)
Frezatti, Fabio
Lavarda, Carlos Eduardo Facin
Oyadomari, José Carlos Tiomatsu
Título em português
Preferências dos gestores por agregação e desagregação em relatatórios internos para fins de ratcheting de metas e avaliaçãoo de desempenho
Palavras-chave em português
Avaliação de desempenho
Contabilidade gerencial
Formatos de apresentação
Ratcheting de metas
Relatórios internos
Resumo em português
Os relatórios internos ajudam as organizações a manter seus sistemas de controle gerenciais atualizados e subsidiam vários propósitos, como a definição de metas e a avaliação de desempenho. A literatura prática apresenta como preocupação a quantidade de detalhes que os gestores devem fornecer aos seus superiores nesses relatórios de desempenho. Este estudo considera os relatórios dos gerentes de centros de lucro devido à posição estratégica quepossuem nas empresas e a quantidade de informações que detêm. Com base na teoria da contabilidade mental, apresenta-se como hipótese que os gerentes preferem um formato de apresentação que aumenta a utilidade do desempenho apresentado. Além disso, considera-se o frameworkdos níveis de raciocínio, pois os gerentes podem escolher um formato de apresentação pensando em uma futura decisão de seus superiores. Quando o propósito do relatório interno é a revisão metas, apresentam-se dois argumentos opostos, razão para o desenvolvimento de uma questão de pesquisa em vez de uma hipótese. O primeiro argumento é que os gerentes não seguemos pressupostos da contabilidade mental, ou seja, eles preferem apresentar seu desempenho em um formato que faz com que esse desempenho pareça menos favorável para evitar a definição de metas mais difíceis para o futuro. Como apoio a esse argumento, considera-se a evidência de que os gerentes que sentem uma pressão externa não seguem os pressupostos da contabilidade mental. O segundo argumento para o ratcheting das metas é que os gerentes seguiriam os pressupostos da contabilidade mental, ou seja, preferem apresentar seu desempenho em um formato que torne o desempenho mais favorável. Este argumento leva em consideração evidências que sugerem que o processor de definição de metas pode servir para fins de gerenciamento de impressões para gerentes. Ao se reportar para avaliação de desempenho, seguindo as previsões de contabilidade mental, elaboro a hipótese de que os gerentes preferem apresentar seu desempenho de forma a aumentar a utilidade de seu desempenho. Neste estudo, os gerentes devem apresentar relatórios internos que contenham os desvios de desempenho em relação às metas, e ganhos e perdas são os resultados das variações. Para testar tais questões e hipóteses de pesquisa, empregou-se uma abordagem experimental 2 × 2 between-subjects, em que se manipula o sinal dos desvios do desempenho em relação à meta (perdas ou ganhos) e o propósito do relatório (revisão de metas ou avaliação de desempenho). Quando os gerentes precisam reportar um ganho, tanto para propósito de revisão de metas quanto para a avaliação do desempenho, os resultados indicam que os gerentes possuem preferência similar por agregar ou desagregar um ganho combinado nessa situação. Consequentemente, não há resultados significativos para a questão de pesquisa sobre o propósito da revisão de metas e nenhuma diferença significativa para a hipótese de avaliação de desempenho. Quando os gerentes precisamreportar uma perda, tanto para propósito de revisão de metas quanto para a avaliação do desempenho, os resultados são significativos e indicam que os gerentes preferem desagregar uma perda. Desagregar uma perda mista está de acordo com os pressupostos da contabilidade mental. Considerando um relatório para a revisão de metas, esse resultado é interessante pois os indivíduos preferem apresentar seu desempenho em um formato que melhora o resultado, mesmo que um bom desempenho resulte em uma meta mais difícil para o futuro. Estas conclusões têm implicações práticas. Embora os gerentes possam usar a materialidade para justificar a informação que eles escolhem informar, os superiores devem exercer ceticismo quanto à informação de desempenho reportada.
Título em inglês
Managers' preferences for aggregation and disaggregation in internal reports for target ratcheting and performance evaluation purposes
Palavras-chave em inglês
Internal reports
Management accounting
Performance evaluation
Presentation formats
Target ratcheting
Resumo em inglês
Internal reporting helps organizations to keep their management control systems updated and subsidizes several purposes, such as target setting and performance evaluation. A concern from practitioner literature regards on how much detail managersshould providefor their superiors in these performance reports. This study considers the reporting from profit center managers due to the strategic position these managers have in firms and the amount of information they hold. Relaying on metal accounting theory, I hypothesize that managers prefer a presentation format that increases the utility of their presented performance. Additionally, I consider the levels of reasoning framework because managers can choose a presentation format thinking in a future decision by their superiors. When the purpose of the internal report is target revision, I have two opposing arguments, which makes me develop a research question instead of hypothesis. The first argument is that managers might not follow mental accounting predictions, that is, they prefer to present their performance in such a format that makes this performance looks less favorable to avoid harder targets for future. Supporting this argument, I consider evidence that managers feeling an external pressure do not follow mental accounting predictions. The second argument for target ratcheting is that managers would follow mental accounting predictions, that is, they prefer to present their performance in such a format that makes this performance looks more favorable. This argument takes into account evidence suggesting that target setting can serve an impression-management purpose for managers. When reporting for performance evaluation,following mental accounting predictions,I hypothesize that managers prefer to present their performance in a way to increase the utility of their performance. In this study, managers have to present internal reports with performance-target deviations, and gains and losses are the results of the variances. In order to test my research questions and hypothesis, I employ a 2 × 2 between-subjects experimental design, that manipulates the sign of performance-target deviations (losses or gains) and the reporting purpose (target revision or performance evaluation).When managers have to present a gain both for target revision and performance evaluation, results indicate that managers prefer either to aggregate or to disaggregate a mixed gain in this situation. Consequently, there is no significant result to the research question regarding the target revision purpose, and no significant difference for the hypothesis regarding performance evaluation.When managers have to present a loss for target review and performance evaluation, results are significant and indicate that managers prefer disaggregate a loss. Disaggregating a mixed loss is in line with metal accounting predictions. Considering a report for target revision, this result is interesting because individuals prefer to present their performance in a format that make their result looks better, even if a good performance results in a harder target for future. This conclusion has some practical implications. Although managers can use materiality to justify the information they choose to report, superiors should exert skepticism regarding the reported performance information
 
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CorrigidaRicardo.pdf (1.19 Mbytes)
Data de Publicação
2018-04-23
 
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