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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.11.2006.tde-04092007-100824
Documento
Autor
Nome completo
Imeuda Peixoto Furtado
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Piracicaba, 2006
Orientador
Banca examinadora
Navas, Marie-Laure (Presidente)
Ferragut, Francisco
Flechtmann, Carlos Holger Wenzel
Knapp, Markus
Kreiter, Serge
Moraes, Gilberto José de
Título em francês
Sélection d'ennemis naturarels pour la lutte biologique contre Tetranychus evansi Baker & Pritchard (Acari: Tetranychidae), en Afrique
Palavras-chave em francês
Phytoseiulus longipes
Tetranychus evansi
Amérique du Sud
Lutte biologique
Phytoseiidae
Prédateur
Resumo em francês
L'acarien rouge de la tomate Tetranychus evansi Baker & Pritchard est un ravageur important des Solanaceae dans divers pays. Il a été introduit accidentellement en Afrique sans ses ennemis naturels. Actuellement, on le trouve dans beaucoup de pays africains et il est considéré comme un ravageur clef dans quelques-uns d'entre eux. L'origine supposée de cet acarien est l'Amérique du Sud. Quelques espèces de prédateurs ont été rapportées en association avec T. evansi. Cependant, différents tests réalisés en laboratoire ont pu démontrer l'inefficacité de ces espèces contre ce ravageur. L'objectif de la présente étude est de continuer la recherche d'agents de contrôle efficaces pour lutter contre T. evansi en Afrique. Pour ceci, la présence de ce ravageur et de ses prédateurs a été étudiée au Brésil et en Argentine, principalement sur les solanacées, d'octobre 2002 à décembre 2004. Dans l'ensemble des prospections, ils ont été trouvé environ 28 000 spécimens de T. evansi au Brésil et 35 000 en Argentine. Dans ces deux pays, un total de 15 espèces de prédateurs de la famille des Phytoseiidae ont été trouvés en association avec ce ravageur. Parmi ces derniers, Phytoseiulus longipes Evans a été l'espèce la plus prometteuse comme agent de contrôle de T. evansi. Ce prédateur a été trouvé à Uruguaiana-RS, Brésil et ceci constitue la première observation de cette espèce dans ce pays. L'acceptation de T. evansi comme proie pour cette population de P. longipes a été évaluée au laboratoire par deux essais. Dans le premier test, le taux moyen journalier d'oviposition du prédateur a été evalué sur T. evansi et sur 3 autres sources de nourriture: Tetranychus urticae Koch, pollen de Ricinus communis L. ou pollen de Typha sp. Dans le deuxième test, la préférence du prédateur pour T. evansi ou T. urticae a été étudiée. Le taux moyen journalier d'oviposition de P. longipes a été approximativement identique pour une alimentation vis-à-vis de T. evansi et T. urticae (respectivement 3,4 et 3,5 oeufs). Le prédateur n'a pas pondu lorsqu'il était alimenté avec les deux types de pollen. Les études suivantes concernant les tests de choix au laboratoire ont toujours démontré des proportions significativement plus grandes de P. longipes sur les folioles avec T. evansi que sur les folioles avec T. urticae. Ensuite, la biologie détaillée de P. longipes a été étudiée, en utilisant les nourritures précédemment citées. La survie des différents stades immatures de P. longipes a été approximativement de 94 % et de 80 % quand ils étaient alimentés avec T. evansi et T. urticae, respectivement. Cette survie a été nulle sur les deux types de pollen. La durée des stades immatures du prédateur alimenté avec ces proies ont été identiques (4,7 et 4,8 jours). Les augmentations des effectifs de P. longipes ont été élevées tant sur T. evansi que sur T. urticae. Le prédateur a présenté un taux intrinsèque d'accroissément naturel ( rm) de 0,363 et un taux fini d'accoissement ( γ ) de 1, 44 avec T. evansi. Il a présenté un rm de 0, 320 et un γ de 1, 38 avec T. urticae. Les résultats obtenus dans ce travail indiquent que P. longipes est un prédateur prometteur pour la lutte biologique contre T. evansi. Ils suggèrent également l'utilité de l'introduction de ce prédateur dans le continent africain pour être utilisé dans un programme de lutte biologique classique.
Título em português
Seleção de inimigos naturais para o controle biológico de Tetranychus evansi Baker & Pritchard (Acari: Tetranychidae), na África
Palavras-chave em português
Phytoseiulus longipes
Tetranychus evansi
América do Sul
Controle biológico
Phytoseiidae
Predador
Resumo em português
O ácaro vermelho do tomateiro, Tetranychus evansi Baker & Pritchard, é uma praga importante de Solanaceae em diversos países. Introduzido acidentalmente na África, livre de seus inimigos naturais, atualmente encontra-se em muitos países do continente africano, sendo em alguns deles considerado uma praga-chave. Suspeita-se que este ácaro seja originário da América do Sul. Algumas espécies de predadores têm sido reportadas em associação com T. evansi. Testes conduzidos em laboratório por diferentes pesquisadores não têm podido demonstrar a eficiência daquelas como agente de controle daquela praga. O objetivo do presente estudo foi dar continuidade à busca de agentes de controle eficientes, para o controle de T. evansi na África. Para tanto, investigou-se no Brasil e na Argentina a ocorrência desta praga e de seus predadores, principalmente em solanáceas, de outubro de 2002 a dezembro 2004. No total, foram encontrados cerca de 28 000 espécimes de T. evansi no Brasil e 35 000 na Argentina. Naqueles dois países, encontrou-se um total de 15 espécies de predadores da família Phytoseiidae associados a esta praga. Dentre estas, Phytoseiulus longipes Evans foi a que se mostrou mais promissora como agente de controle de T. evansi. Este predador foi encontrado em Uruguaiana-RS, Brasil, sendo esta a primeira constatação desta espécie naquele país. A aceitação de T. evansi como presa para aquela população de P. longipes foi avaliada em laboratório através de dois testes. No primeiro, comparou-se a oviposição média diária do predador quando alimentado com T. evansi e com 3 outras fontes de alimento: Tetranychus urticae Koch, pólen de Ricinus communis L. ou de Typha sp. No segundo, avaliou-se a preferência do predador por T. evansi ou T. urticae. A oviposição média diária de P. longipes foi aproximadamente a mesma (3,4 e 3,5 ovos) quando alimentado com T. evansi ou T. urticae. Não houve oviposição quando o predador foi alimentado com os dois tipos de pólen. Avaliações sucessivas em testes de livre escolha conduzidos no laboratório demonstraram proporções sempre significativamente maiores de P. longipes em folíolos com T. evansi que em folíolos com T. urticae. Posteriormente, a biologia detalhada de P. longipes foi estudada, utilizando-se os alimentos anteriormente citados. A sobrevivência dos diferentes estágios imaturos de P. longipes foi de aproximadamente 94 % e 80 % quando alimentado com T. evansi e T. urticae, respectivamente, e nula quando em presença de ambos os tipos de pólen. A duração da fase imatura do predador alimentado com aquelas presas foi praticamente a mesma (4,7 e 4,8 dias). Phytoseiulus longipes demonstrou alta capacidade de aumento populacional quando alimentado com T. evansi ou com T. urticae. Apresentou uma capacidade inata de aumento em número (rm) de 0,363 e razão finita de aumento em número (γ) de 1,44 quando alimentado com T. evansi; apresentou rm de 0,320 e γ de 1,38 quando alimentado com T. urticae. Os resultados obtidos neste trabalho indicam que P. longipes é um predador promissor para ser utilizado no controle biológico de T. evansi. Sugerem também a conveniência de introduzi-lo no continente africano para o uso em um programa de controle biológico clássico.
 
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ImeudaFurtado.pdf (1.63 Mbytes)
Data de Publicação
2008-01-28
 
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