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Dissertação de Mestrado
Documento
Autor
Nome completo
Robson Ferreira da Silva
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Menna Barreto, Luiz Silveira (Presidente)
Azevedo, Carolina Virginia Macêdo de
Dominguez, Celi Rodrigues Chaves
Viviani, Luciana Maria
Título em português
Tempos escolares: os horários escolares e o cotidiano docente
Palavras-chave em português
Ambiente escolar
Cronobiologia
Dessincronização
Docente
Ritmos biológicos
Tempos escolares
Resumo em português
INTRODUÇÃO Este é um estudo sobre os horários escolares e sua relação com o cotidiano dos professores e os possíveis impactos que a homogeneização de horários e a realização das atividades podem exercer sobre seus ritmos biológicos. Os horários escolares podem afetar as rotinas diárias dos professores, induzindo a dessincronização dos ritmos biológicos e consequentes problemas de saúde. Entre esses problemas, as alterações no ciclo vigília/sono são as mais conhecidas. HIPÓTESE Esses conflitos podem levá-los a privações de sono e uma dessincronização de seus ritmos biológicos, obrigando-os a uma espécie de enquadramento dentro do sistema imposto, mas com riscos à sua saúde. OBJETIVO Avaliar a adaptação dos professores aos horários escolares, associando suas preferências de tolerância à maturidade ao grau de satisfação com suas condições de trabalho. MÉTODOS Foram estudados 25 professores (4 homens e 21 mulheres) com idades entre 28 e 49 anos, que trabalham em duas escolas públicas da região metropolitana de São Paulo. Foram aplicados os seguintes instrumentos: diário de atividades diárias (23 dias consecutivos), Escala de Sonolência de Karolinska (dois pontos, início da tarde e início da noite), preferências de matutinidade-vespertinidade com questionário de Horne e Östberg, Questionário Satisfação no Trabalho e entrevistas com grupos focais. RESULTADOS: A análise dos dados da Escala de Karolinska mostrou que nos finais de semana houve uma variação da sonolência ao longo do dia [F(3,66) = 5,1; p < 0,01]. As comparações mostraram que a sonolência média dos professores avaliada às 13:33 ± 1,4 horas (KSS=4,2 ±1,95) e às 17:40 ± 1,25 horas (KSS=4,6±1,32) foi menor em relação às 21:35 ± 1,14 horas (KSS=5,9 ± 2). Nos dias de semana não foi observada nenhuma diferença [F(3,66) - 2,01; p>0,05]. Com os resultados do Questionário OSI, podemos perceber que o índice de insatisfação foi mais acentuado nos quesitos remuneração, participação nas decisões e quantidade de tarefas; e o de satisfação, os mais significativos foram relacionamento e conteúdo. Ficaram evidenciados ainda, má qualidade do sono nos professores caracterizados como vespertinos, devido ao horário de trabalho em relação com os matutinos. Ficou relatada alimentação inadequada devido aos deslocamentos e horários irregulares de trabalho, além da dificuldade em ajustar os horários de trabalho com suas relações sociais. CONCLUSÃO Os horários escolares influenciam na organização temporal dos professores, afetando seu sono, saúde e qualidade de vida
Título em inglês
School times: school hours and daily teacher
Palavras-chave em inglês
Biological rhythms
Chronobiology
Desynchronization
School environment
School time
Teacher
Resumo em inglês
INTRODUCTION This is a study about the school schedules and their relationship with teachers' daily life and the possible impacts that the homogenization of schedules and the accomplishment of activities can influence their biological rhythms. School schedules may affect daily routines of teachers, inducing desynchronization of biological rhythms and consequent health problems. Among these problems, changes in the sleep/wake cycle are the best known. HYPOTHESIS These conflicts can lead to sleep deprivation and a desynchronization of their biological rhythms, forcing an adaptation to the work schedule in turn may compromise their heal condition. OBJECTIVE Evaluate adaptation of teachers to school schedules linking their morningness-eveningness preferences to degree of satisfaction with their work conditions. METHODS We studied 25 teachers (4 males and 21 females) aged 28-49 years old, working at two public school in the metropolitan area of São Paulo. The following instruments were applied : daily activities diary (23 consecutive days), Karolinska Sleepiness Scale (at two ponts, early afternoon and early evening), Morningness-eveningness preferences with the Horne and Östbergs questionnaire, Satisfaction at work questionnaire and focal group interviews. RESULTS Data analysis of the Karolinska Scale showed that at weekends there was a variation of sleepiness throughout the day [F (3.66) = 5.1; p <0.01]. The Comparisons showed that the mean teacher drowsiness assessed at 13:33 ± 1,4 hours (KSS = 4,2 ± 1,95) and at 17:40 ± 1.25 hours (KSS = 4,6 ± 1,32 ) was lower in relation to 21:35 ± 1,14 hours (KSS = 5,9 ± 2). On weekdays no difference was observed [F (3,66) = 2,01; p> 0,05]. The OSI Questionnaire showed that the dissatisfaction was more pronounced in terms of remuneration, participation in decisions and quantity of tasks; and satisfaction, the most significant were relationship, content, poor quality of sleep was still evident in the teachers characterized as evening because of the morning work schedule in relation to the morning ones. Evening oriented teachers show worse sleep quality than their morning-oriented colleagues. Inadequate feeding routines linked to irregular working schedules as well as compromised social relations have been found in our sample. CONCLUSION: School schedules influence temporal organization of teachers affecting their sleep, health and quality of life
 
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dissertacao01.pdf (2.22 Mbytes)
Data de Publicação
2019-05-16
 
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