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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.10.2010.tde-05102012-134828
Documento
Autor
Nome completo
Mariana Malzoni Furtado Gaspari
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2010
Orientador
Banca examinadora
Ferreira Neto, José Soares (Presidente)
Dias, José Luiz Catão
Ferreira, Fernando
Filoni, Cláudia
Jorge, Rodrigo Silva Pinto
Título em português
Estudo epidemiológico de patógenos circulantes nas populações de onça-pintada e animais domésticos em áreas preservadas de três biomas brasileiros: Cerrado, Pantanal e Amazônia.
Palavras-chave em português
Panthera onca
Doenças infecciosas em animais
Epidemiologia veterinária
Medicina da conservação
Onças
Resumo em português
A fragmentação de habitats e o aumento da proximidade entre as comunidades humanas, animais domésticos e silvestres podem ser responsáveis pelo aparecimento de doenças emergentes, disseminação de patógenos e alterações nos padrões epidemiológicos das doenças. Declínios populacionais em felinos silvestres devido a doenças já foram relatados, porém, pouco se conhece sobre o potencial papel dos patógenos nas populações de onça-pintada. Este estudo teve por objetivo pesquisar a presença de patógenos nas populações de onça-pintada e animais domésticos das regiões do Parque Nacional das Emas-PNE, Parque Estadual do Cantão-PEC e Pantanal sul mato-grossense, e identificar possíveis associações nos diagnósticos encontrados. Entre fevereiro de 2000 e janeiro de 2010, foram coletadas amostras biológicas de 31 onças-pintadas, 1246 bovinos, 179 cães e 36 gatos. Foram realizados diagnósticos sorológicos para brucelas lisas (AAT), Leptospira spp. (SAM), Toxoplasma gondii (MAT; RIFI), vírus da raiva (RFFIT), vírus da cinomose (SN), FIV e FeLV (SnapTM); e diagnósticos moleculares para Babesia spp., Hepatozoon spp., Cytauxzoon spp., Mycoplasma haemofelis, 'Candidatus Mycoplasma haemominutum' e 'Candidatus Mycoplasma turicensis'. Amostras de fezes de onças-pintadas foram analisadas para Giardia intestinalis, Cryptosporidium spp., protozoários da Família Sarcocystidae e Mycobacterium spp. O monitoramento das onças-pintadas, através do radiotransmissor, permitiu o mapeamento da ocorrência dos patógenos. As populações de bovinos das três áreas apresentaram alta exposição à B. abortus, mas apenas uma onça-pintada do PNE foi exposta à brucela lisa. Os sorovares mais prováveis de Leptospira spp. identificados em onças-pintadas do PNE e Pantanal foram distintos dos encontrados nos animais domésticos. As onças-pintadas, cães e gatos das três áreas foram altamente expostos ao T. gondii. Onças-pintadas do PNE e Pantanal foram expostas ao vírus da raiva, assim como as onças-pintadas do Pantanal e os cães das três áreas foram expostos ao vírus da cinomose. Dois gatos do entorno do PEC foram soropositivos para FeLV, mas nenhuma onça-pintada foi exposta ao agente ou ao FIV. Cães do entorno do PNE e do PEC foram positivos para Babesia spp., enquanto todas onças-pintadas foram negativas para o hemoparasita. Todas as onças-pintadas do Pantanal e PNE, e três de quatro onças do PEC foram positivas para Hepatozoon spp. e Cytauxzoon felis, sendo que cães e gatos também foram expostos ao Hepatozoon spp., mas não ao Cytauxzoon spp. As onças-pintadas das três áreas apresentaram alta exposição ao 'Candidatus Mycoplasma haemominutum', e alguns indivíduos do Pantanal e PEC foram positivos para o Mycoplasma haemofelis e 'Candidatus Mycoplasma turicensis'. Poucos gatos foram positivos para os hemoplasmas felinos. Não houve evidências de exposição ao Mycobacterium bovis, e a presença de Cryptosporidium spp. e Giardia intestinalis foi detectada em onças do PNE. De acordo com os resultados, a cinomose e a raiva podem ser consideradas potenciais ameaças às populações de onça-pintada; a brucelose e a leptospirose podem ter sido transmitidas por animais domésticos; e, provavelmente as onças-pintadas possuem papel importante na manutenção do T. gondii, Cytauxzoon felis, Hepatozoon spp. e 'Candidatus Mycoplasma haemominutum' no ambiente. Esses dados são relevantes e devem ser considerados na elaboração de estratégias para a conservação de onça-pintada na natureza.
Título em inglês
Epidemiologic study of pathogens circulating in populations of jaguar and domestic animals in preserved areas of three Brazilian biomes: Cerrado, Pantanal and Amazon.
Palavras-chave em inglês
Panthera onca
Animals infectious diseases
Conservation medicine
Jaguar
Veterinary epidemiology
Resumo em inglês
Habitat fragmentation and the increasing proximity between humans, domestic and wild animals can be responsible for emerging and re-emerging diseases, dissemination of pathogens and alterations in host-pathogen relationships. Declines in wild felids due to disease have recently been reported; however, little is known about their potential role in wild jaguar populations. This study aimed to investigate the presence of pathogens in jaguar populations and domestic animals in the regions of Emas National Park (ENP), Cantão State Park (CSP) and the Pantanal of Mato Grosso do Sul, and to identify possible associations in the obtained diagnoses. Between February 2000 and January 2010, biological samples were collected from 31 jaguars, 1246 cattle, 179 dogs and 36 cats. Serological surveys for smooth Brucella (RBT), Leptospira spp. (MAT), Toxoplasma gondii (MAT; IFAT), rabies virus (RFFIT), distemper virus (SN), FIV and FeLV (SnapTM), and molecular tests for Babesia spp., Hepatozoon spp., Cytauxzoon spp., Mycoplasma haemofelis, 'Candidatus Mycoplasma haemominutum' and 'Candidatus Mycoplasma turicensis' were performed. Jaguar scats were analyzed for Giardia intestinalis, Cryptosporidium spp., protozoas of the Sarcocystidae Familiy and Mycobacterium spp. Monitoring of jaguars through radio-transmitter provided pathogen occurrence maps. Cattle populations from all sites were highly exposed to B. abortus, but only one jaguar from ENP was exposed to smooth Brucella. The most detectable serotypes of Leptospira spp. identified in jaguars from ENP and the Pantanal were distinct from those found in the domestic animals. Jaguars, dogs and cats in the three areas were highly exposed to T. gondii. Jaguars from ENP and the Pantantal were exposed to rabies, and jaguars from the Pantanal and dogs from the three areas were exposed to distemper virus. Two cats from the surroundings of CSP were seropositive for FeLV, but no jaguars were exposed to this agent or to FIV. Dogs from the surroundings of ENP and CSP were positive for Babesia spp., while all jaguars were negative for the hemoparasite. All jaguars from the Pantanal and ENP and three of four jaguars from the CSP were positive for Hepatozoon spp. and Cytauxzoon felis. Dogs and cats were also exposed to Hepatozoon spp., but not to Cytauxzoon spp. The jaguars from the three areas were highly exposed to 'Candidatus Mycoplasma haemominutum', and some individuals from the Pantanal and CSP were positive for Mycoplasma haemofelis and 'Candidatus Mycoplasma turicensis'. Few domestic cats were positive for feline hemoplasms. There were no evidences of exposure to Mycobacterium bovis, but Cryptosporidium spp. and Giardia intestinalis were detected in jaguars from ENP. According to the results, distemper and rabies should be considered potential threats to jaguar populations; brucellosis and leptospirosis could have been transmitted by domestic animals; and jaguars probably play an important role in the maintenance of T. gondii, Cytauxzoon felis, Hepatozoon spp. and 'Candidatus Mycoplasma haemominutum' in nature. These data should be taken into account when elaborating conservation strategies for jaguars in the wild.
 
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MARIANA_M_FURTADO.pdf (16.41 Mbytes)
Data de Publicação
2013-03-15
 
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